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Professora de História e pesquisadora das questões brasileiras na juventude, Ifigênia ficou mais de 50 anos afastada da realidade do mundo por conta de um trauma psíquico. Encerrada há décadas em um manicômio, ela finalmente foi despertada por um jovem médico, "bem-intencionado", que quer aplicar novos conceitos no tratamento de sua rara esquizofrenia. Dela ou dele?​

Ifigênia, após seu despertar, tomou contato com a realidade atual de nosso mundo e a de nosso país, tendo ficado fortemente indignada com o que acabou percebendo. Em sua nova fase de vida, ela sente a necessidade indiscriminada de fazer conjecturas e de contar suas histórias que acabam se conectando com questões de nosso Brasil.

O que será que uma velha professora de história esquizofrênica tem para dizer depois de ter sido despertada de seu torpor? Como será que ela enxerga o nosso Brasil de hoje? O que uma louca tem a nos dizer sobre nós mesmos?

Vamos ter muito o que aprender com essa senhora. Quer conhecer o que ela tem para nos dizer? Navegue à vontade. Toda semana ela trará novidades com seus comentários sarcásticos e de humor ácido apontados no blog.

Mas afinal, de onde vem o nome IFIGÊNIA? Qual a origem de seu nome? Descubra no post logo abaixo.

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Ifigênia Conduzida ao Sacrifício

Afresco do pórtico do peristilo da Casa do Poeta Trágico, Pompeia.

Nápoles, Museo Nazionale.

A IFIGÊNIA À BRASILEIRA

VERSOS A IFIGÊNIA DOS MITOS GREGOS

Por que o nome Ifigênia à Brasileira? O que isso quer dizer?

Ifigênia é um nome que faz alusão a uma personagem da Mitologia Grega utilizada por Eurípedes para compor uma de suas tragédias. Ifigênia foi vítima oferecida em sacrifício à Deusa Ártemis para que os gregos tivessem condições favoráveis para prosseguir sua guerra contra Troia. Historicamente, podemos considerá-la como uma alusão ao sacrifício a que muitas mulheres se submetem e sempre se submeteram em nome de seus filhos, seus maridos, suas famílias, em detrimento de suas próprias vidas e escolhas, afastando-se de outros papéis que poderiam viver e desempenhar.

A Ifigênia dos mitos gregos foi uma primogênita enganada por seu próprio pai, que a atraiu ao local de sacrifício dizendo que ela seria entregue em casamento ao guerreiro Aquiles, alguém por quem ela se apaixonara. Mesmo após descobrir a verdade, ante a hesitação de seu pai na concretização do sacrifício anunciado, ela corajosamente acaba aceitando se entregar à morte para o bem de seu povo.

E a nossa Ifigênia? A brasileira?

Nossa Ifigênia tem conexões e antíteses com a Ifigênia dos mitos.

Quando jovem, saiu da casa dos pais indo morar sozinha em São Paulo para realizar seu sonho: tornar-se historiadora e pesquisadora das questões brasileiras.

Apaixonada por seu trabalho, é confundida com militante política de esquerda durante a ditadura militar dos anos 70, sendo investigada e perseguida pelos mecanismos de repressão existentes à época. Em um desfecho de dor e sofrimento, por conta de sua passionalidade, acaba sendo encerrada nos porões clandestinos da repressão e esquecida por décadas.

Recentemente, ela acaba sendo resgatada por um jovem e ambicioso psiquiatra, que se interessa por assumir o seu tratamento, mesmo sem ter informações sobre seu misterioso passado.

Esquizofrênica, ela ressurge agora como alma livre que vem recordar suas histórias e vivências sem ressentimentos, mas a partir de comentários recheados de humor ácido e conclusões cáusticas. São vivências que se conectam a questões brasileiras que, enevoadas pelo véu de seus surtos psicóticos, são confundidas com sua própria vida, mas que acabam por estabelecer um tempero apimentado de muita lucidez em suas conversas com seu médico e com qualquer pessoa que se propor a ouvir suas histórias e questionamentos.

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Ifigênia questiona...

Ifigênia foi recentemente resgatada de seu isolamento e esquecimento por um jovem e ambicioso médico que pretende aplicar seus modelos de estudos na "cura"

dessa senhora esquizofrênica.

Mas como será esse tratamento?

Será que essa velha professora de história vai colaborar com mais esse "processo"?
Será que, por acaso, esse processo de tentativa e erro pode ser comparável ao que tem acontecido com políticas adotadas em nosso país em várias áreas? 

Afinal, questionar faz parte da alma de Ifigênia. Mesmo quando ninguém a escuta. Tome contato com os questionamentos de Ifigênia através de suas redes sociais e aqui neste site.

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