top of page
  • Foto do escritorIfigênia à Brasileira

GUERRA DO PARAGUAI: Ontem e hoje

Boa leitura, mas se preferir ouvir, basta clicar sobre a foto que você será direcionado ao Spotify.


Foto: Fundação Biblioteca Nacional

Olá, eu sou Marco Faustino, o porta-voz de Dona Ifigênia, a senhora que sempre nos traz suas “histórias”. Hoje de manhã Ifigênia falou sobre um tema que pouca gente conhece com detalhe: A Guerra do Paraguai. Escutem o que ela disse ao médico:



Você Sabia, Doutor?

A guerra do Paraguai, mesmo com esse nome, foi um conflito envolvendo quatro nações, entre 1864 e 1870, e que não aconteceu só no Paraguai.

O conflito demorou muito mais tempo que o governo imperial do Brasil imaginava. Mesmo com nosso país tendo o apoio de Argentina e Uruguai, o Paraguai acabou se mostrando um adversário difícil de ser vencido. A guerra acabou durando mais de cinco anos.

Devido essa longa duração, faltaram soldados para lutar no front. Esgotados os recursos de alistamento e voluntariado, o governo imperial passou então a se utilizar de escravizados comprados junto aos proprietários “daqueles recursos”.

Inicialmente beneficiados com a possibilidade de se verem livres das algemas que os atavam a seus antigos senhores, os cativos se viam então na obrigação de se juntar às forças de combate que adentravam no longínquo e desconhecido cerrado e depois pelo território Paraguaio. O sonho de liberdade acabou por trazer apenas doenças e a morte para boa parte daquele contingente.

Por outro lado, a guerra dizimou quase a totalidade da população masculina adulta paraguaia da época. O país viveu décadas de atraso e retrocesso devido às dificuldades enfrentadas por sua derrota ao final do conflito, passando a se tornar um dos países mais pobres das Américas. Pensou que coisas desse tipo só ocorressem em lugares da Ásia ou da África, Doutor? Ocorreram por aqui também.

Mas e hoje, como anda a situação de brasileiros, de certa forma “semiescravizados” pelos problemas da condição social a que metade da população está submetida, independentemente de sua raça e cor?

Falo de jovens brasileiros pobres, onde muitos vivem em comunidades violentas nas periferias das grandes cidades, dominadas por gangues criminosas. A eles também são oferecidas certas “cartas de alforria” para se livrarem da condição de pobreza em que vivem. Para aqueles que aceitam esse caminho, a contrapartida a essa “opção de liberdade” não é muito diferente daquela enfrentada pelos escravizados do século XIX. Naquela época, entregava-se a alma e a vida para defender a pátria em terras estrangeiras. Hoje, nessa situação, pode-se entregar a vida e a alma para se combater em legiões do crime. Um caminho que, ao começar a ser trilhado, não oferece mais portões de saída.

Como naquela época, boa parte também acaba por encontrar apenas a desilusão ou até a morte. Nosso Brasil continua com muitos problemas, meu caro Doutor. Quando vamos enxergar soluções?


E você, concorda com o que Ifigênia disse? Essa comparação faz sentido no momento atual em que vivemos? Por que ela disse que o Brasil atual não é muito diferente daquele país escravocrata do século XIX? Pense sobre isso e até o próximo episódio!

Posts recentes

Ver tudo
bottom of page